Agência Estado
31/10/2007
Três grandes obras de Paulo Moura
Por Livia Deodato
Três álbuns especialíssimos do clarinetista e saxofonista Paulo Moura, que há algum tempo se encontravam fora de catálogo, estão sendo relançados. Trata-se de "Hepteto", de 1968, "Quarteto", de 1969, e "Fibra", de 1971, certamente as obras mais significativas do início da carreira do músico de 75 anos. Eles integram a Coleção Galeria, da gravadora Atração, que pretende oferecer ao público CDs em forma de obra de arte. As capas dos novos álbuns trazem os desenhos originais emoldurados, como se fizessem parte de uma exposição artística. Enquanto cada contracapa estampa parte de uma gravura de Gilvan Samico. Após o lançamento dos três álbuns de Paulo Moura, seis compilações de Eumir Deodato também serão lançadas - os nove títulos formarão, com todas as contracapas juntas, a obra completa de Samico.
"É sempre bom ser lembrado. Fiquei muito feliz com esse projeto" diz Moura. Dos três álbuns, confessa ter um carinho especial por "Hepteto". "Tem cinco músicas de Milton Nascimento, um dos compositores que mais admiro, que àquela época estava no início de sua carreira. A minha preferida é 'Das Tardes Mais Sós'."
Em "Fibra e Quarteto", Milton Nascimento também marca forte presença. Dele, Paulo Moura gravou, no primeiro, "Tema dos Deuses", "Vera Cruz" e "Cravo e Canela", e no segundo, "Terra." Temas clássicos brasileiros, como "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, e "Lamento do Morro", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes que também aparecem respectivamente em cada álbum. "Engraçado é que encontrei com Milton poucas vezes, sempre mediado por Wagner Tiso", relembra.
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