O pesquisador Humberto Franceschi vai lançar na terça-feira, dia 9, o livro "Samba de Sambar do Estácio", no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro. Ainda não li o livro, mas trata-se do resultado de 20 anos de pesquisa de Franceschi, que descreve o momento em que o samba se transformou nas mãos de Ismael Silva, Brancura, Bide, Nilton Bastos, Getúlio Marinho, Heitor dos Prazeres, entre muito outros que compuseram sambas com identidade própria, diferentes dos sambas-maxixes populares na época. Eu entrevistei Humberto Franceschi em 2002, na sua casa, no Rio de Janeiro, para o meu trabalho de conclusão de curso da faculdade. Naquele dia, ele abriu um mapa que mostrava a região do Estácio em 1928 e já tinha começado a refazer o trajeto que os blocos percorriam naqueles primeiros anos do século 20. "Tiraram a música do Estácio e levaram para as gravadoras, onde os diretores artísticos húngaros e poloneses a civilizaram utilizando, por exemplo, o violino, o que é inteiramente conflitante com a verdadeira música do Estácio. E o que você ouve hoje são esses arranjos", disse o pesquisador em 2002.
 |
| Humberto Franceschi mostra o mapa do Estácio. Foto tirada em 2002 por Aloisio Milani |
Seguindo a mesma linha dos outros livros lançados por Franceschi, esse vem acompanhado por um DVD multimídia que reúne 100 músicas (como “Mulher de malandro”, de Heitor dos Prazeres, e “Homenagem”, de Carlos Cachaça com Cartola), 54 imagens (entre fotografias e gravuras) e 21 depoimentos (como os de Athanazia e Bucy Moreira) citados na publicação. O DVD também possui um mapa do Rio de Janeiro datado de 1935. O roteiro proposto no mapa, enriquecido por fotografias, sugere um passeio do largo de São Domingos ao Estácio de Sá, cruzando o Campo de Santana, a praça Onze e a zona do Mangue.
Depois que eu ler, conto mais.Se quiser saberum pouco mais sobre o acervo do pesquisador, vendido para o Instituto Moreira Salles, leia
aqui.
0 comentários:
Postar um comentário